Category Quadrinhos

Y – O Último Homem #10 | O fim do fim do mundo!

Y chegou ao fim em seu 10º encadernado e felizmente não sofreu com o problema ou defeito das grandes séries e sequências de ter um final que não satisfaz o leitor que passou meses ou anos acompanhando aquela história. Y termina, até certo ponto, de forma inesperada, e nenhum leitor pode dizer que o final não era para ser esse, pois a história apenas segue seu rumo, os eventos já estavam lá, todas as revelações condizem com os fatos e o final agrada aos fãs de Yorick.

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Hellblazer – O Constantine que eu não conhecia

Eu nunca li muita coisa do personagem Constantine, apenas um encadernado (Hábitos Perigosos) e algumas histórias soltas, emprestadas pelos amigos ou lidas as pressas em alguma comic shop. Eis que me arrisco, nem tanto risco assim, em comprar Hellblazer Origens Volume 1. Fico feliz por ser um cara que gosta de correr alguns riscos.

O primeiro volume de Hellblazer Origens traz as primeiras edições da série Hellblazer, escritas por Jamie Delano, o início de tudo, quando Constantine deixou de ser coadjuvante nas histórias do Monstro do Pântano e estreou em suas próprias histórias e seu próprio universo. No início não há muita diferença do nosso mundo real, parece que a magia contida em Hellblazer é totalmente possível, isso se ela já não existe e nós apenas não conhecemos.

Vou me concentrar em John Constantine. Pelo que eu havia lido do personagem já dava pra ter noção que John era uma filho da p… de marca maior, sem coração, safado e sem respeito nenhum pelo desconhecido. Agora, que Constantine era um homem falho, com enormes defeitos, que tem medo de seres malignos poderosos e que ele se importa com alguém, esse era um Constantine que eu não conhecia e que Delano me apresentou de forma belíssima, através de seus textos longos e carregados, descrevendo não as ações de John, mas seus pensamentos íntimos, despindo o personagem de uma forma tão cruel que, ao final da leitura, é possível dizer que John é real e que você conhece a pessoa que ele é. Tudo isso muito bem registrado com uma arte que não entrega todas as cenas, deixando sua imaginação trabalhar em cima do texto e da habilidade de Delano em construir histórias que prendem o leitor em cada página. Tudo é importante e alimenta sua curiosidade de como será o desfecho.

Finais. Delano faz algo que acho muito importante, ele nem sempre entrega o final que parece mais óbvio ou mais coerente e muito menos aquele que o leitor deseja. Ele surpreende, encanta e desconstrói sua noção de final feliz. Entenda desde já, finais felizes em Hellblazer são sempre finais felizes para a alma de Constantine. Enquanto ela estiver intacta, tudo está certo e amanhã é um novo dia.

Hellblazer é uma recomendação máxima para quem quer sair do mundo dos super-heróis e mergulhar na sujeira, no sangue e na realidade dos quadrinhos adultos. De preferência, comece do início de Hellblazer, vale a pena e você não vai se decepcionar. Não espere mocinhos. Eles não existem no mundo real!

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Aves suicidas e o Esquadrão da papinha!

Quatro meses atrás, chegou no Brasil, uma revista promissora. Com o reboot da DC nos EUA, a Panini modificou os mix de histórias de suas edições e teve que criar novos, sendo um deles Esquadrão Suicida e Aves de Rapina, uma revista com apenas 2 histórias, mas a promessa de muita pancadaria, sangue, morte e mulheres. Chegava a primeira edição e com ela minha expectativa de uma nova DC, adulta, violenta e realista (dentro do possível para o universo heróico).

Assim cheguei a quarta edição e ao olhar para trás, percebi que as histórias eram sobre um grupo de vilões degenerados utilizados pelo governo para salvar e cuidar de um bebê e a outra história sobre um grupo de mulheres, vilãs e heroínas renegadas com pouco amor a própria vida, colocando-se de boa vontade em situações perigosas e/ou letais, utilizando roupas curtas e/ou coladas, atrás de um grupo terrorista desconhecido com caras de armadura altamente tecnológicas. É isso mesmo DC????
 Então eu li a quarta edição. E as coisas melhoraram, o Esquadrão Suicida largou o bebê e começou a lutar contra uma rebelião de criminosos, membros da equipe desapareceram e alguns estão perto da morte. Ainda é pouco, eu esperava mais sangue, mais violência e principalmente personagens que fossem mais anti-heróis, assim como o Lobo (DC), que faz coisas repugnantes e mesmo assim você torce para ele se dar bem.

Já em Aves de Rapina, as adoráveis mulheres passaram por um momento estranho e inexplicável, o que deu um gás na hora certa para a série, pois momentos mágicos ou sem explicação sempre atraem o leitor para o próximo número. Quando todas estavam prestes a entrar em batalha, elas acabam no meio da rua, sem inimigos e sem lembrar do que aconteceu. Aos poucos umas se lembram de algumas coisas, outras não e outras dizem que estão todas loucas. Espero que o mistério se estenda por algumas edições e que a explicação seja boa.

Disso tudo, após a 4ª edição, a única coisa que realmente ainda me incomoda é o preço. Sete reais para duas histórias é bem salgado. Fora isso, vale a pena ler nas horas vagas.

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Novas séries DC e Marvel | No Brasil e lá fora!

Vamos começar acelerando ao máximo e fazer este post de notícias relâmpago.

Começando com o anúncio das novas séries da DC que a Panini lançará a partir de fevereiro. Com o cancelamento das séries O.M.A.C, Falcões Negros e Sr. Incrível nos EUA, o mix de edições da Panini também muda. Já em Universo DC #9, estreiam Terra 2 e Melhores do Mundo, histórias que fazem parte do universo paralelo da DC. Na edição seguinte começam as aventuras dos Desafiadores do Desconhecido.
Dessas histórias, a melhor talvez seja Terra 2, que mostra a criação da nova Sociedade da Justiça depois que, Superman, Batman e Mulher Maravilha, morrem.

Estreiam essa semana, lá fora, três títulos que me chamam a atenção.
– O primeiro é Avengers #1, com novo roteirista para o título, 20 membros na equipe e histórias que se passam em outro planetas, além da terra. A primeira já é em Marte.
– O segundo lançamento é Thunderbolts #1, formada por Hulk Vermelho, Justiceiro, Deadpool, Elektra e Venom. Escrita por Daniel Way e Steve Dillon, vamos ver o que vai sair dessa equipe, totalmente inusitada.
– E por último, a história que quero ler agora, Hellboy in Hell #1, não preciso comentar, o nome diz tudo e como Hellboy é meu personagem favorito e Mike Mignola é meu roteirista/desenhista favorito, que irá voltar a roteirizar e desenhar as histórias do nosso detetive sobrenatural, não posso explicar toda a minha ansiosidade em ler isso.

Para terminar esse post, recomendo a revista Mundo dos Super-Heróis #38, veja o conteúdo dessa edição:
O Hobbit: Tudo sobre o novo filme que desvenda as origens da saga do Senhor dos Anéis: A mitologia do universo de Tolkien, Os quadrinhos e animações do Hobbit, Os principais personagens da Terra-Média.
Exclusivo: Entrevistamos Fabio Civitelli, o desenhista do cowboy Tex.
Guerras secretas: Duas das maiores sagas que mudaram os heróis da Marvel. Superfeira de HQ: Visitamos, em Nova York, um dos maiores eventos de cultura pop do mundo.
Clássico da TV: Os bastidores da série do Batman estrelada por Adam West e Burt Ward.
E mais: Action-figures do Ultraman, Walking Dead em Blu-Ray, Arqueiro Verde e 70 anos do Zé Carioca

É isso pessoal. Até a próxima e boa leitura para todos!!!

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Finais felizes | Até quando?

Ventos da mudança sopram, de tempos em tempos, por todas as formas de arte e expressão que o homem já criou. Tendências são substituídas, padrões alterados, novas visões implementadas e antigos maneirismos são abandonados. Mas até quando teremos a grande maioria das histórias com finais felizes?

Uma leve mudança já pode ser percebida em filmes de terror, por exemplo. Nos mais novos, nem sempre o mocinho vence, aquela sensação de que não há mais saída, de que o final será com derrota, tristeza ou morte, se confirma. E ficamos satisfeitos com aquele final, pois ele é próximo da realidade. Ninguém é capaz de resolver e se safar de todos os problemas, a derrota inevitável nem sempre dá poder e coragem aos aflitos, permitindo que estes sejam capazes de superar todos os obstáculos.

Assim chego aonde eu queria. Quando as grandes editoras, Marvel e DC, terão a coragem e capacidade de pelo menos querer sacudir a poeira dos velhos tempos e partir para histórias mais ousadas, que desafiem o leitor, que confundam sua cabeça e que tenham finais onde eu possa realmente acreditar que era possível. Quando as grandes sagas realmente causarão estragos, quando teremos a certeza de que um personagem morto não voltará magicamente?

Uso como exemplo, duas histórias que saíram a duas semanas no Brasil, são elas: A Essência do Medo 7 e Grandes Heróis Marvel 16. A primeira é grandiosa, um fechamento da saga toda, mostrando as primeiras consequências e baixas da guerra. Mas apenas deuses e heróis acompanhantes morreram. Deuses retornam, heróis secundários não causam muitas mudanças, então para que serviu toda a saga. Quais foram as mudanças no universo Marvel que fizeram valer a pena uma saga tão grandiosa e alardeada?

[SPOILERS]

Em Grandes Heróis Marvel 16, uma história menor, de universo paralelo e com o Justiceiro, temos mais uma vez um enredo de infecção, epidemia e heróis contaminados. Mas o final é uma surpresa, pois estavam todos bem, o Justiceiro, os reféns e até um dos vilões estava se dando bem. Até que o Justiceiro mete uma bala na cabeça dele. O Justiceiro não faz acordos com criminosos.

Ainda é pouco. Queria que as revistas mensais que leio chegassem em algum lugar, que os personagens evoluíssem, que os micro universos criados pelas grandes editoras passassem por modificações de tempos em tempos, para aqueles leitores assíduos terem novidades para ler. Novidades de verdade. Se não, os quadrinhos mensais e grandes sagas vão ficar iguais às novelas. Basta ver o primeiro e último episódio para saber a história toda.

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Kenshin, a aquisição!

Chegou as bancas o aguardadíssimo!

Por R$13,90 você adquiri um mangá muito bem feito.
Impresso em papel offset, a impressão é preta mesmo (não é aquela coisa desbotada e cinza), entre outros pequenos detalhes que fazem toda a diferença.

Quanto ao contéudo, um clássico da melhor qualidade.
Para quem não conhece uma breve sinopse: A história se passa na era Meiji, Kenshin Himura é um pacifico espadachim que prometeu nunca mais matar. Entretanto, seu passado como retalhador a serviço da Ishin Shishi fará o jovem Himura brandir novamente sua espada contra velhos e novos inimigos.

Para quem não conhece recomendo e para os familiarizados é necessário ter essa obra prima de Nobuhiro Watsuki.

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