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Biblioteca HQQISSO? – Garfield

O gato mais gordo, preguiçoso e ranzinza do mundo dispensa apresentações. Garfield finalmente chega à nossa biblioteca para a alegria dos leitores. E já chega grande, com incríveis 2.582 tirinhas reunidas num só volume. Todas pelas mãos do grande Jim Davis. Boa leitura e boas risadas. 😉

https://issuu.com/humbertoaraujo/docs/garfield

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Deadpool V Gambit

Dois dos meus personagens favoritos da Marvel irão ganhar uma minissérie juntos! =)

Deadpool V Gambit estreia em junho nos EUA, com roteiros de Ben Acker e Ben Blacker, e desenhos de Danilo Beyruth.  A história deverá revelar fatos do passado em que o ‘mercenário, feioso e falastrão’ e o ‘ladrão, bonitão e falastrão’ trabalharam juntos.  Ainda não se sabe quantos capítulos a história terá e nem quando chegará ao Brasil, mas ainda assim a notícia foi bem animadora para os fãs.

Segundo o roteirista Ben Acker, a diversão em juntar esses dois personagens está no fato de que ambos não são necessariamente heróis e o leitor não saberá se farão a coisa certa.

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Quadrinhos para leigos – parte 4

Quarta e última parte da nossa série indicando quadrinhos para ajudar novos leitores a adentrarem nesse mundo. E por isso guardei o melhor para o final. Séries longas, que exigem dedicação e que valem cada minuto de leitura. Algumas delas ainda estão sendo publicadas enquanto outras já foram concluídas há anos e estão sendo relançadas.

Inicialmente eu havia planejado fazer também uma lista falando sobre tirinhas, mas decidimos abordar o assunto no nosso próximo vídeo, então é só aguardar. 😉

Saga (2012 – ainda sendo publicada) | Brian K. Vaughan e Fiona Staples

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A mais aclamada série de quadrinhos da atualidade é uma mistura de Star Wars com Romeu e Julieta. E não é pretensioso falar isso. Brian K. Vaughan criou um universo complexo, bagunçado, e que deixa o leitor cada vez mais curioso sobre o que virá a seguir. A mistura de fantasia, ficção científica e romance, aliadas à arte de Fiona Staple consagraram Saga como uma das grandes HQ’s da década.

Lobo Solitário (1970-1976) | Kazuo Koike e Goseki Kojima

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Durante o período Edo, no Japão, um samurai desonrado se torna ronin e viaja pelo país agindo como um assassino. Considerado um dos maiores clássicos do mangá, já foi adaptada para o cinema e conquistou fãs tanto no oriente quanto no ocidente. Graças ao roteiro de Kazuo Koike se tornou uma obra-prima dos quadrinhos japoneses, além de uma porta de entrada para aqueles que não familiarizados com esse estilo de fazer quadrinhos.

Sandman (1989-1996) | Neil Gaiman e outros artistas

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A obra de maior sucesso do escritor inglês Neil Gaiman mistura fantasia, terror, mitologia e Shakespeare. Ao longo de 75 edições acompanhamos a trajetória de Sonho, a entidade responsável pelo reino dos sonhos, e sua relação com o universo e o mundo. Além disso somos apresentados à mais carismática versão da Morte já criada. Vencedora de vários prêmios Eisner, é uma das publicações de maior sucesso da linha Vertigo.

A Saga do Tio Patinhas (1992-1994) | Don Rosa

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Já rasguei seda para essa edição aqui no blog. A Saga do Tio Patinhas conta a trajetória do pato mais rico e sovina do mundo, desde sua infância pobre na Escócia até sua a construção de sua vida e Caixa Forte na América. Vencedora do prêmio Eisner, consagrou Don Rosa como o “Homem dos Patos”, e é até hoje a melhor série em quadrinhos publicada pela Disney.

O Monstro do Pântano (1982-1985) | Alan Moore e Steve Bissete

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À beira do cancelamento, a revista mensal do Monstro do Pântano vivia uma fase difícil até que Alan Moore foi chamado para ser o novo roteirista e transformou o personagem completamente. O clima de horror e a nova relação do Monstro do Pântano com o universo DC/Vertigo rendeu suas melhores histórias e redefiniu os rumos da revista para sempre. Moore até mesmo introduziu um personagem que viria a ter sua própria publicação: John Constantine.

Hellboy (1991 – ainda sendo publicada) | Mike Mignola e outros artistas

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Criação máxima do mestre Mike Mignola, Hellboy conta a história de um demônio que foi encontrado ainda na infância e passou a fazer parte de uma organização que investiga mistérios paranormais. Mignola sempre vai a fundo em suas pesquisas históricas sobre mitos e lendas, resultando em roteiros riquíssimos e instigantes (além de vários prêmios). Obra obrigatória para os leitores fãs do sobrenatural.

Maus (1986-1991) | Art Spiegelman

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Tudo, eu disse TUDO, de ruim que pode acontecer com um judeu durante a Segunda Guerra aconteceu com o pai de Art Spiegelman, e ele sobreviveu. Ao decidir contar a história de seu pai nos quadrinhos retratando a nacionalidade das pessoas refletidas em bichos (judeus são ratos, alemães gatos, poloneses porcos), Spiegelman entregou uma obra tão real e profunda que foi necessário criarem uma categoria especial de prêmio Pultizer para homenageá-lo.

Fracasso de público (2001-2005) | Alex Robinson

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Fracasso de Público retrata a vida, os dramas, romances e os desafios de um grupo de amigos vivendo em Nova York. Apesar de a primeira vez não parecer grande coisa, é tão bom que pega o leitor desprevenido. Alex Robinson demonstrou grande sensibilidade para desenvolver personagens com profundidade e competência para manter uma série com um nível alto de qualidade e um roteiro coerente durante todo o tempo. A obra ganhou diversos prêmios importantes ao redor do mundo e ainda faz uma crítica séria à indústria dos quadrinhos.

Eden (1998-1996) | Hiroki Endo

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Pós apocalíptico, futurista, violento e cheio de sexo, Eden tem várias características de um típico manga japonês voltado para homens. Porém, esse vem com o diferencial de ter a arte Hiroki Endo, que mostra toda sua competência nos desenho e na história, que está sempre mudando de rumo e pegando o leitor de surpresa. Atualmente está sendo republicado no Brasil em um formato que faz mais jus à qualidade do material.

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Papa Capim – Noite Branca|Review

O novo encadernado da MSP Graphics veio pelas mãos de Marcela Godoy (roteiro) e Renato Guedes (desenhos). Diferente de outras edições e até mesmo do que eu esperava, Papa Capim – Noite Branca é uma história de terror, com um clima tenso e cheia de mistérios. Apesar da introdução desse gênero, que até então não havia sido explorado na coleção, ser algo positivo, esse encadernado não está entre os melhores da coleção MSP.

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Marcela Godoy fez o dever de casa em relação à pesquisa dos costumes e da mitologia indígena e Renato Guedes retratou bem seus traços e fez bom uso das cores, principalmente nas cenas que mostravam o contraste entre noite e dia. Então o que faltou para ser um ótimo encadernado, e não apenas bom?

Para começar a adaptação ficou muito distante das revistas do Maurício de Souza. Ainda que a proposta seja a de reformular os personagens clássicos, foi difícil encontrar muitos elementos que remetessem às versões originais, deixando a história um pouco genérica. Como se quaisquer outros personagens indígenas bastassem.

Outro ponto contra foi o desenrolar da trama. Ela começa bem e deixa o leitor intrigado sobre o que irá acontecer, no entanto, à medida que se aproxima do final, parece perder um pouco o rumo devido à alguns exageros sobrenaturais. Não vou entrar em detalhes aqui para não estragar as surpresas.

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No final não me arrependi de ter comprado, apenas esperava mais. Se você, assim como eu, coleciona todos os encadernados da MSP Graphics, pode comprar. Se não, deixa para a próxima.

NOTA HQQISSO?:

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Quadrinhos para leigos – parte 3

Marvel Comics, ou “A Casa da Ideias”, como foi apelidada, já teve muitos altos e baixos desde que foi fundada na década de 30. Em meio a todas as polêmicas que se envolveu ao longo dos anos, uma coisa é certa: ela criou um universo muito vasto e rico. E também frequentemente confuso. Eis aqui nossa lista para facilitar o entendimento do leitor que está começando a se aventurar por ele.

Os Supremos (Vingadores) (2002) | Mark Millar e Brian Hitch

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Os Supremos são a versão renovada e atualizada dos Vingadores, a maior equipe super heroica da Marvel. Pertencentes à linha Ultimate, cuja proposta era uma releitura dos personagens clássicos com versões mais em sintonia com o século XXI, eles fizeram tanto sucesso de público e crítica que as revistas da linha original e até o cinema passaram a se inspirar neles nos anos seguintes. A história mostra como Capitão América, Homem de Ferro, Thor e os outros heróis se uniram como uma equipe que luta para salvar o mundo.

Demolidor – O Homem sem Medo (1993) | Frank Miller e John Romita Jr.

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O herói urbano e cego da Marvel estava passando por maus bocados antes de Frank Miller assumir o personagem e transformá-lo em um sucesso. Em O Homem Sem Medo, Miller reformulou sua origem, dando ao personagem mais profundidade, mostrando os fatos que o levariam ser um vigilante no futuro e também o início de seu relacionamento com Elektra e o Rei do Crime. Leitura obrigatória para fãs do herói.

Homem Aranha – Caído entre os mortos (2007) | Mark Millar e Frank Cho

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Caído entre os Mortos tem uma trama muito simples: tia May sumiu e Peter Parker corre contra o tempo para salvá-la. Até aí nada demais. Mas por quê ler então? Porque Mark Millar sabe escrever um bom roteiro e nos traz uma história divertida e com as melhores características do Homem Aranha ao mesmo tempo em que evita vários clichês. Temos humor, ação e diversos vilões e personagens importantes na carreira do herói. Leitura fácil e de qualidade.

Quarteto Fantástico – Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico Vol. 3 (1981) | John Byrne

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Durante a década de 80 John Byrne era o responsável absoluto pelo Quarteto Fantástico, e ele levou a família mais famosa dos quadrinhos em aventuras por todo o universo. Inimigos e aliados que continuariam a aparecer por vários anos marcam presença nessas histórias, bem como diversos lugares exóticos e regiões extraterrestres que se tornariam parte importante no universo cósmico da Marvel. A Panini lançou três volumes dessa fase, sendo o terceiro e último o melhor deles.

X-Men – Gênese Mutante (1991) | Jim Lee e Chris Claremont

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De todas as equipes de super heróis essa talvez seja a mais difícil de se familiarizar, tamanha a mudança pela qual passou ao longo dos anos. Portanto, é simplesmente impossível conhecer bem a equipe através de somente uma história. Mas Gênese Mutante seria um bom ponto de partida por 4 motivos:
1 – Em uma época em que a Marvel estava mal indo mal, a saga bateu recordes de vendas.
2 – Reúne vários personagens clássicos.
3 – A saga teve desdobramentos importantes nos anos que estariam por vir.
4 – Jim Lee e Chris Claremont foram dois dos mais importantes artistas a passarem pelo grupo de mutantes.

Aniquilação (2006) | Keith Giffen e vários outros artistas

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Aniquilação foi uma saga diferente da Marvel. Diferente porque reuniu vários personagens lado B em uma odisseia cósmica, e também por causa da maneira que foi publicada. A saga começou com um prelúdio e depois se dividiu entre 4 revistas que voltaram a se cruzar no final (nos EUA). No Brasil foram 7 edições, antecedidas pela revista Drax, o destruidor. Tudo pode ser um pouco confuso para o leitor inexperiente, mas a leitura vale a pena, pois é uma porta de entrada para se conhecer a histórias que acontecem fora da Terra no universo Marvel. Além de ser uma das minhas sagas favoritas da editora, ela reconfigurou e deu novo fôlego para as tramas espaciais, abrindo caminho para outras sagas do gênero que se seguiram. Em alguns momentos chega a ser mais ficção científica do que super herói, o que é sempre muito bem vindo quando ocorre na Casa das Ideias.

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Quadrinhos para leigos – parte 2

Segunda parte da nossa série de posts indicando quadrinhos para pessoas ainda inexperientes nesse universo. Dessa vez o foco será nos leitores que não tem interesse por histórias de super-heróis e também não tem tempo para ler revistas mensais intermináveis. Então se você está à procura de histórias curtas (ou pelo menos não exageradamente longas) essa lista é para você.

Publicações com várias edições fechadas que podem ser lidas separadamente também serão incluídas nessa lista, sempre indicando uma edição de destaque para o leitor começar.

Asterix – Legionário (1967) | René Goscinny e Albert Uderzo

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Sem dúvida o quadrinho francês de maior sucesso da história, a série narra as aventuras de Asterix e seu amigo Obelix, dois gauleses que fazem parte da única aldeia que ainda resiste (graça à uma poção mágica) ao poder do império Romano governado por Júlio César. Cada edição é recheada de figuras e acontecimentos históricos, com personagens carismáticos e divertidos. Tudo isso aliado à roteiros e desenhos excepcionais fizeram a fama de Asterix ser justificada. Vale ressaltar que essa qualidade é encontrada nas edições com os dois autores originais.

Daytripper (2011) | Fábio Moon e Gabriel Bá

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Os irmãos Fábio Moon e Gabriela Bá conseguiram agradar tanto o público estrangeiro quanto o nacional com Daytripper. A minissérie, que arrebatou diversos (e merecidos) prêmios, narra os dias mais importantes da vida de Brás de Oliva Domingos, mostrando seus momentos mais significativos e como a proximidade da morte nos faz perceber eles de maneira diferente.

Blacksad -Em algum lugar entre as sombras (2000) | Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido

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A dupla espanhola Juan Díaz Canales (roteiro) e Juanjo Guarnido (arte) criou uma série no melhor estilo noir onde cada personagem é retratado como um animal que reflete sua própria personalidade. Na história temos o protagonista John Blacksad, um investigador particular na América dos ano 50 que tem que lidar com os piores da sociedade e com seus próprios problema. Roteiro muito competente e a arte impecável fazem dessa série um prato cheio para os fãs do gênero policial.

Os leões de Bagdá (2006) | Brian K. Vaughan e Niko Henrichon

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Brian K. Vaughan é um dos melhores roteiristas da atualidade. Fato comprovado pela quantidade de prêmios Eisner a que concorreu e ganhou nos últimos anos. Os Leões de Bagdá é uma historia curta e despretensiosa que se passa durante o bombardeio no Iraque em 2003 e é mostrada sob o ponto de vista de 4 leões na cidade de Bagdá. As cores de Niko Henrichon e a simplicidade do roteiro fizeram da obra um sucesso.

Graphic MSP, Astronauta – Magnetar (2012) | Danilo Beyruth e Cris Peter

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Essa HQ foi o primeiro lançamento da coleção de graphic novels publicadas pela MSP. A ideia era criar histórias fechadas com artistas nacionais reimaginando os clássicos personagens da Turma da Mônica. As edições acabaram tendo um tom menos cômico e mais dramático, focando mais no público adulto mas sem esquecer as referências dos gibis. O sucesso foi imediato, tanto de público quanto de crítica. Astronauta – Magnetar foi uma das mais aclamadas (para mim a melhor) e já teve continuação, mas todos os volumes valem muito a pena.

Lucky Luke – Pé de Moça (1968)| Morris e René Goscinny

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Mais uma vez temos Goscinny na lista, e dessa vez fazendo parceria com Morris  para criar as histórias do homem que atira mais rápido que a própria sombra. Lucky Luke foi criado em 1946 por Morris e era uma sátira ao velho oeste americano. Série cheia de referências e personagens históricos (bem no estilo Goscinny) e muito bom humor trouxe edições memoráveis. Infelizmente nem todas as histórias são da dupla (apenas 45 são), e por isso não possuem o mesmo padrão de qualidade de roteiro e desenhos. No entanto, aquelas que são, se tornaram clássicos.

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