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X-Men | A Era X

x-men era xAlguns dias atrás eu lí um encadernado fechado de X-Men: Era X e gostei muito do que eu vi.

Com certeza não é a melhor história dos X-Men de todos os tempos, mas foi uma boa história para o período em que a equipe mutante estava. Antes de Era X, Ciclope comandava  a equipe e liderava  o resto de seu povo a partir de uma ilha artificial na costa dos EUA. No entanto, a Era X já começa com Magneto liderando os mutantes e sendo chamado de General, com os mutantes presos em sua ilha numa guerra dia após dia contra forças humanas que querem exterminá-los e com vários personagens bem diferentes do que estamos acostumados. Ciclope, por exemplo, é o Basilisco em Era X, um personagem muito mais legal que o Ciclope normal, mas falarei disso daqui a pouco.

Logo no início da revista acreditamos que Era X trata-se de mais uma história de realidade paralela. O que pra mim é o grande trunfo dessa aventura e a difere de tantas outras é que não se trata de outra realidade. Os acontecimentos de Era X se passam com os personagens que conhecemos e acompanhamos mensalmente, a saga é na verdade uma alteração da realidade, causada por David Haller, filho mutante do Professor Xavier, quem além de poderes mentais, possui milhares de personalidades, cada uma permitindo que ele acesse diversos poderes. Inclusive alteração da realidade em escala universal.

Com isso, Era X é uma bagunça muito interessante com personagens conhecidos mas um pouco diferente do que esperamos. De todos eles, o que achei mais interessante foi o Ciclope que virou Basilisco, continuando com o mesmo poder das rajadas ópticas, mas agora usando uma máscara metálica, além de ter sido usado para assassinar outros mutantes. Segue a imagem do Basilisco:

x-men era x

O Basilisco, apesar de não comandar os X-Mens é aquele personagem que se revolta com aqueles que o capturaram, não só pela captura, mas por terem utilizado o poder dele para matar outros mutantes. Assim como o Magneto é revoltado com nazistas, Basilisco passa a matar todos os humanos que pode e nessa sede de sangue ele começa a descobrir algumas coisas sobre a Era X que levarão ao desfecho da saga.

A história toda é muito boa, com uma arte um pouco rebuscada nas batalhas que ajuda a entender a confusão que é uma equipe x-men lutando contra um exército de alguns milhares de humanos. A pancadaria come solta, mas também têm um enredo que não é óbvio e nem um final piegas. Tudo que acontece em Era X terá consequências.

Vale a pena ler, é curta e rápida e tira você das leituras mensais.

AVALIAÇÃO HQQISSO:

Nota-3

 

 

Um abraço a todos e até a próxima!

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#VAIPRARUA

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Brogy e Dorry | O que é um bom personagem

Muitas pessoas acreditam que um bom personagem é aquele que tem o melhor visual, os melhores poderes, o caráter melhor definido ou as melhores piadas. Eu acredito que o melhor personagem é aquele que tem o melhor por que. Por quê ele está ali? Por quê ele faz o que faz? Por quê ele é daquela forma? Se estas perguntas forem bem respondidas, teremos um bom personagem.

E por isso estou fazendo este post. Os dois gigantes de One Piece são uma aula de bons personagens, com uma motivação que atrai o leitor e gera curiosidade. Eiichiro Oda escreveu e ainda escreve várias aventuras de Luffy (personagem principal) e seu grupo, no entanto, até agora o melhor arco de histórias foi o dos gigantes de Little Garden (já li até o volume 15).

Contextualizando a história dos gigantes é mais ou menos assim. Luffy precisava fazer uma parada numa ilha desconhecida, chegando lá os tribulantes desembarcam e se separam, assim cada grupo ficou conhecendo Brogy e Dorry, dois gigantes que vivem na ilha chamada Little Garden e estão em batalha a mais de 100 anos. Nenhum dos dois aceita perder ou recuar. Nenhum dos dois se lembra do porque de terem começado esse embate secular. O que importa é a honra de cada um.

Aos poucos a história evolui e Oda nos explica melhor a história desses dois. Eles não são inimigos, na verdade eles eram piratas, navegavam e saqueavam juntos. A batalha um contra o outro começou e eles ficaram na ilha, se batendo em busca da vitória. Luffy não consegue entender direito o motivo daquilo, mas os gigantes não são seus inimigos, eles só se importam com a própria batalha e estão totalmente alheios ao mundo que os rodeia.

A história segue, Luffy resolve seus problemas na ilha e na hora de partir o gigantes ajudam a enfrentar um enorme monstro marinho e o navio de Luffy segue viagem para próximas aventuras. O que o autor consegue fazer de mais interessante é esconder o motivo da luta entre os dois gigantes até o fim, até o momento em que você não se importa mais e aí ele faz um flashback que mostra o motivo e nesse momento os personagens ganham outro conotação, outro espírito dentro daquela história. A 100 anos atrás, quando os dois gigantes eram piratas, lideravam navios e caçavam monstros, uma pequena menina perguntou aos dois, que se gabavam tanto de terem caçado dois monstros do tamanho de ilhas, qual deles havia capturado o maior.

Nesse momento você para a leitura, percebe que os gigantes lutam a mais de 100 anos por uma disputa de egos e que as duas cadeias de montanhas que estão em Little Gardem são na verdade os esqueletos dos monstros mortos a muito tempo. Não só uma disputa, o embate entre os dois é uma prova de amizade. Os dois largaram tudo, tripulação, tesouros e glórias para dar a honra da batalha para o outro. Não tinha como eu não me apaixonar por essa história. O arco dos gigantes de One Piece é uma aula de criação de personagens e também de roteiro. Não é preciso esconder as coisas para tudo parecer mais interessante. Mesmo que a revelação principal seja boba, saber o hora certa de fazer essa revelação é o que pode fazer a diferença entre uma história razoável e uma memorável.

Aconselho a todos que não leram One Piece a pelo menos começarem e lerem até o fim da história dos gigantes. Realmente vale a pena.

 

Um abraço a todos e até a próxima.

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Diablo em HQ | Previsível e Melhorado

O lançamento de uma HQ adaptando o jogo Diablo 3 era previsível. O que também era de se esperar é que a HQ fosse muito ruim e feita sem atenção ou esmero. Apenas mais um caça-níquel. Mas não é bem assim, a HQ de Diablo tem suas qualidades e defeitos como várias outras e pode ser lida sem problemas. Não é a melhor coisa da sua vida, mas irá te entreter.

 

A HQ apresenta a história de Jacob, um jovem relativamente comum no sombrio mundo de Santuário, que vive uma vida de constante luta pela sobrevivência e sacrifício em uma cidade isolada e cercada por inimigos terríveis (bárbaros). No dia em que comete um crime atroz aos olhos de sua comunidade, no entanto, Jacob é atirado em uma aventura que irá revelar um destino muito mais grandioso do que ele jamais poderia imaginar para si. Com essa sinopse já temos um ponto positivo para a HQ. Ela não conta a história do jogo. É o mesmo mundo, em uma época próxima, mas com outros personagens, dando liberdade para se criar um conto novo dentro do universo de Diablo e enriquecer a mitologia do jogo. Em parte isso é feito. Lendo a HQ fazemos descbertas interessantes sobre bárbaros, arcanistas (magos) e guerreiros. Um pouco da história anterior ao jogo também é contada.

No entanto, a HQ sofre um pouco com o roteiro sem ambição. Diálogos padrões, viradas no enredo que já são esperadas e a história do herói correto, que prefere enfrentar a morte para limpar o seu nome, complicam a leitura que se arrasta assim como é a jogabilidade de Diablo 3.

Os desenhos são interessantes e mostram o mundo de Diablo de uma forma parecida com jogo. Com traços bem definidos, cores vivas para representar sangue, magia e tatuagens. Apesar da arte não ter um aspecto autoral e seguir o padrão para não causar estranheza ao leitor, ela cumpre seu papel. Mostrar que Diablo é um mundo de sangue.

A verdade é que essa HQ poderia ter sido muito melhor. Talvez uma pessoa a mais para dar um polimento no roteiro, um arte finalista deixando os desenhos menos comuns e um protagonista mais interessante teriam melhorado consideravelmente a HQ e transformado-a em um sucesso. Assim como foi o jogo. Pelo menos por duas semanas. Assim como foi o jogo.

Obs: o personagem da arcanista é muito melhor que o protagonista. Todos gostamos de magos.

 

Um abraço da todos e até a próxima!

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Lanterna Verde | Segredo da Tribo Índigo

Estava eu lendo as últimas revistas de Lanterna Verde, mais precisamente as revistas nº 8, 9, 10 e 11. Dentre as histórias que fazem parte do mix da revista, uma me chamou a atenção. O segredo da Tribo Índigo. Umas das sete tropas que foram criadas para a saga noite mais densa e passaram a fazer parte do universo dos policiais espaciais.

De início o que me intrigou não foi o fato deles revelarem um segredo, mas o fato deles revelarem um segredo sobre uma tropa que os leitores não sabiam nada ou muito pouco. Pronto, já estava fisgado pela história e enquanto lia, fui surpreendido por outras revelações sobre a tribo que me deixaram extremamente feliz em ler estas páginas.

[SPOILERS]

A Tribo Índigo controla o poder da compaixão (s.f. sentimento de simpatia ou de piedade para com o sofrimento alheio) e isso nunca pareceu muito interessante perto das outras cores, como o amarelo que é o poder do Medo ou o vermelho que é o poder da Ira. Mas as últimas edições de lanterna mostraram que a compaixão pode ser uma ótima força, quando ela é imposta aos seus utilizadores e quando eles são criminosos espaciais. Quem poderia sentir mais compaixão para com as famílias de pessoas assassinadas do que o próprio assassino, acometido por esse sentimento e obrigado por seu anel da compaixão a rever todos os momentos e todas as vítimas de suas crueldades.

A Tribo deveria se chamar Seita de Lavagem Cerebral da Compaixão. Cada criminoso que é escolhido pelo anel sofre uma lavagem cerebral e passa a ser um indivíduo relativamente bom, com a função de caçar outros criminosos e “recrutar” mais indivíduos para a tribo. Aí você pode pensar: Poxa, isso é bom, reabilitação de criminosos. Só que não, pois os indivíduos maus continuam dentro dessa casca de bondade criada pelo anel. Enquanto seu anel funcionar um lanterna índigo continua repetindo a palavra “NOK”, que significa “que a compaixão esteja com você”, meio que em uma forma de convencer a si mesmo. Mas quando separado do anel, o indivíduo volta a ser ele mesmo. Seja  lá o quanto ele era ruim antes.

Você não acha que isso era um segredo grande de mais???? Então senta aí. O criador da tribo, que deu início a essa falsa purificação de criminosos foi ninguém mesmo que Abin Sur. O maior de todos os lanternas verdes, criou a tribo índigo para aprisionar uma de suas maiores inimigas, que matou sua irmã e tantos outros pelo universo. É isso que o anel índigo faz. Aprisiona criminosos. Pelo menos suas mentes. Amançando seus ímpetos assassinos e tornando-os novos arautos da compaixão.

De todas as tropas que estão presentes nas revistas do Lanterna Verde, essa é uma das mais diferentes, pois seus integrantes são os únicos que possuem pensamentos diferentes ou até contrários aos de seus anéis. Em questões de roteiros e novas histórias, essa tribo pode ser muito bem explorada. Ela foi deixada um pouco de lado, por haver tantas outras, mas agora teve seu espaço e com as revelações feitas sobre a Tribo, eu gostaria muito que ela continuasse a protagonizar alguns roteiros. É sempre muito maluco olhar para aquele ser arrocheado e que prega o “NOK” sabendo que ali dentro está um criminoso que pode sair a qualquer momento.

Por hoje é isso pessoal. Espero que tenham gostado e fiquem atentos a mais informações sobre as histórias do Lanterna Verde. Um abraço a todos e boa leitura!!!

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Vingadores vs X-Men | Viagem no tempo

Após ler a primeira edição da aguardada série Vingadores vs X-Men, comecei a me perguntar algumas coisas sobre viagem no tempo. É uma coisa difícil de entender, com paradoxos incompreensíveis e sempre com um vai-e-vem que confunde tudo. Primeiro vou contar o que aconteceu na edição e depois farei meus questionamentos. [Se você está com preguiça de pensar, pare de ler agora. Este post não é para você.]

Vamos aos acontecimentos. No início da saga, Cable, o filho de Ciclope que vive viajando no tempo, descobre que os Vingadores entraram em guerra com os X-Men por causa da messias mutante chamada Esperança. Como ele cuidou da menina desde pequena, seu carinho por ela é enorme e ele investiga melhor a história. Como o futuro está todo destruído, o que parece ser o resultado da guerra, Cable vai até as ruínas da mansão dos Vingadores e descobre armas contra mutantes. Com isso ele decide impedir a guerra da melhor forma possível. Voltar ao passado, espancar todos os Vingadores, prender a equipe utilizando os equipamentos que ele encontrou e com isso salvar Esperança.

Até aí, tudo bem. Os problemas começam agora. Cable volta no tempo, para o nosso “presente”, e começa sua guerra contra os Vingadores prendendo o Falcão, Homem de Ferro e Capitão América com as armas e equipamentos que encontrou no futuro. A coisa se complica quando Hulk aparece e também os X-Men. Como esperado, Cable é vencido e os X-Men e Vingadores entram em acordo. Os X-Men ficam com Cable e os Vingadores ficaram com as armas. Eles tomam conhecimento do que está por vir quando Cable explica porque voltou.

Então na tentativa de impedir a guerra, Cable voltou no tempo, fez merda e deu início ao embate entre as duas super-equipes. Mas e se ele não tivesse voltado? Como as duas equipes saberiam que Esperança estava em perigo? De que forma os Vingadores conseguiriam armamentos contra mutantes? Pera aí. A culpa de tudo então é do Cable? Se ele não tivesse voltado, nada aconteceria? Mas já tinha acontecido e por isso ele voltou. Então calma. Que porra aconteceu????

Viagem no tempo é realmente complexa. Principalmente porque se alguém já fez, não explicou como foi e o que aconteceu. Mas nesta saga da Marvel, podemos utilizar um conceito que também foi utilizado no último filme de Star Trek de 2009, com Chris Pine e Zachary Quinto. Vamos utilizar o conceito de realidades paralelas.

No futuro, a guerra já aconteceu e faz parte da linha 1 da realidade. Ao voltar no tempo, no exato momento em que ele volta, criasse uma realidade paralela a linha 1, seria a linha 2, onde os acontecimentos serão diferentes, justamente por causa da aparição de Cable em um momento da história que ele não estava antes. A partir daí, tudo será diferente, o desfecho da linha 2 será diferente do desfecho da linha 1, mas as duas linhas são verdade, são realidades paralelas.

Entendeu? Bom é complicado, minha explicação pode não ser muito convincente ou até mesmo próxima do que os estudiosos falam sobre isso. O que importa é que a saga trabalha com viagem no tempo e sendo assim podemos esperar muito confusão, coisas que acontecem e não acontecem ao mesmo tempo, o famoso morreu mas está vivo que a Marvel adora. Então amigos, sente, leia a história e:

 

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