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Tirinhas, álbuns e deus | Lançamentos no Brasil

Vamos começar com Toda Rê Bordosa, coleção com todas as histórias da junkie porra-louca criada por Angeli e que fez sucesso nos anos 80 e 90. O álbum tem 220 páginas, inclui HQs em preto e branco e coloridas, e promete ser o primeiro volume de uma coleção-arquivo da produção de Angeli. Vai custar R$ 64.

 

Outra compilação é Diomedes, reunião da trilogia de HQs que constitui a obra mais conhecida de Lourenço Mutarelli. Publicadas nos anos 90 e início dos 2000, pela editora Devir, O Dobro de Cinco, O Rei do Ponto e A Soma de Tudo estavam esgotadas e nunca haviam sido reunidas. A coleção tem pesadas 424 páginas e vai custar R$ 59.

 

Temos também um autor que ganha sua primeira versão em álbum que é Rafael Campos Rocha, com Deus, Essa Gostosa – sequência de tiras que o quadrinista publica em seu blog e que já passou por jornais e revistas brasileiros. São as histórias de Deus como uma dona de comics shop vidrada no prazer carnal. O álbum tem 88 páginas, custa R$ 33 e sai com capa de Rafael Coutinho.

 

Pra finalizar, a revista que há vinte anos disputando com Tintim e Asterix, Titeuf, do suiço Zep, chega ao Brasil. A editora Vergara & Riba está lançando nas livrarias Deus, o Sexo e Os Suspensórios e O Amor é Nojento, as duas compilações que lançaram o personagem. O primeiro, originalmente em preto e branco, agora sai por aqui na mesma versão colorida editada há pouco tempo na França. As histórias são decididamente voltadas para o público infantil, apesar de tratar de temas como sexo, AIDS e aborto. Sem criar polêmica, a série já vendeu 20 milhões de exemplares na Europa, tem tiragens iniciais na faixa dos 2 milhões, virou desenho animado e videogame, e já rendeu até o Grand Prix do Festival de Angoulême a Zep, em 2004. Os dois álbuns coloridos têm 52 páginas cada e custam R$ 34,90.

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Enquanto isso no Brasil #9

De 6 a 12 de maio! Essa semana tivemos uma lista bem menor de lançamentos e entre eles devo destacar X-Men #125 e Grandes heróis Marvel com a luta de Thor contra um planeta.

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Homossexualismo | Marvel e DC disputam o evento gay do ano

Enquanto a Marvel comemora o casamento gay entre Estrela Polar e seu namorado na revista Astonishing X-Men, com esta capa:
A DC, na velha e boa disputa entre as duas grandes do EUA, anunciou que após o seu reboot um de seus grandes personagens, já conhecido pelo público, será reformulado e terá a orientação homossexual a partir de agora. Quem poderá ser esse personagem? Rumores correm por aí, dizendo que o personagem seria Alan Scott, o lanterna verde original (antes de Hal Jordan, na década de 40, quando o lanterna era um misto de misticismo com profecia).
Se vai ser o Alan Scott, pouco me importa. Se o Estrela Polar vai casar com um homem, pouco me importa. Se Marvel e DC estão fazendo um grande show com isso tudo (ganhando grana), aí eu me importo muito.

Primeiro vamos ao porque. As duas editoras estão fazendo isso porque querem diversificar seus universos, assim como seu público está ficando cada vez mais diversificado, querendo despertar o interesse desse novo público. Essa é a afirmação das editoras.

O problema que eu vejo é o show e o alvoroço que as duas empresas estão causando na mídia em relação a essas mudanças que seriam para deixar as hq’s mais próximas do nosso universo real, no entanto, eu acredito que nossa sociedade trate qualquer caso homossexual com extremo alarde e isso mostra o quanto não estamos prontos para sermos realmente sociáveis e suscetíveis a mudanças.

Pra mim o interessante seria fazer esses “eventos” sem alarde, você estaria lendo sua HQ mensal dos X-Men e de repente, olha aí, Estrela Polar se casou, que legal! E a notícia iria correr e mais pessoas comprariam a revista pra ler sobre o casamento do Estrela Polar. Ou não. Ao invés disso, agora as pessoas comprarão a revista para ler sobre o casamento GAY do Estrela Polar.

Na vontade de tentar deixar seus universos mais verossímeis as editoras estão transformando em grandes eventos, coisas que eram para ser normais e cotidianas. Convivemos com amigos homossexuais sem saber, temos ídolos homossexuais que se revelam após anos de carreira, temos chefes  e parentes homossexuais. Está em todo lugar e nem por isso está sempre na sua cara.

Acredito que o mundo será um lugar melhor quando o casamento entre homossexuais for chamado apenas de, Casamento.

[ATUALIZAÇÃO] Sim, o personagem escolhido pela DC para iniciar o processo de diversificação da editora é mesmo Alan Scott, o lanterna verde original. Pelas mãos do roteirista James Robinson em Earth 2, uma outra versão da terra em um dos vários universos paralelos ao nosso. Isso sim é diversificação. Sem comentários.

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Enquanto isso no Brasil #8

De 22 de abril a 05 de maio!

Como eu fiquei um tempo sem colocar o check-list no blog, esse ficou gigantesco e irá bater o recorde de leituras de título (só título e imagens, porque ninguém vai ler tudo isso).

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Thanos | Criador esta contente e não!

Essa é pra quem viu o filme dos vingadores até o fim. Jim Starlin, criador e primeiro desenhista do personagem Thanos, assim como Jack Kirby não foi citado nos créditos do filme, não teve seu nome lembrado pela mídia e também foi esquecido pela Marvel.

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Bienal em Quadrinhos | Fotos do evento

A Bienal em Belo Horizonte está aí e vai até dia 27! Mas para nós do Hqqisso, o dia mais interessante foi sábado, 20. Nossa enviada especial e primeira repórter/fotógrafa 3G do mundo, Gabriela “Gabs” Gois  (Gabs para os íntimos), esteve no evento e pode fotografar algumas coisa por lá. As fotos abaixo são do bate-papo sobre Webquadrinhos, com Carlos Ruas, Ricardo Tokumoto , Vitor Caffagi, Luis Felipe Garrocho , Eduardo Damasceno, tem também fotos do estande da Comix e dos trabalhos impressos de alguns dos autores que estiveram no evento. Seguem as fotos:

Webquadrinh...

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